“O partido assistiu nos meses seguintes à prisão de seus líderes e dirigentes. Em abril de 1964, foi preso em Pernambuco o velho líder Gregório Bezerra, em maio no Rio de Janeiro foi a vez de Carlos Marighella e mais tarde, em 1965, seriam presos Mário Alves, Ivan Ribeiro e Leivas Otero. Após a queda do governo constitucional e a instalação do regime militar, Prestes sofreu violentas críticas dentro do partido”seção sobre o golpe de 1964
Golpe de 1964
Começa a ditadura militar. Partidos e militantes comunistas são perseguidos, presos e mortos, e atuam na clandestinidade até os anos 1980.
O golpe civil-militar de 31 de março e 1º de abril de 1964 depôs o presidente João Goulart e instalou uma ditadura que durou até 1985. Nos meses seguintes foram presos dirigentes comunistas como Gregório Bezerra e Carlos Marighella, e cadernos apreendidos de Prestes serviram de base a um inquérito contra dezenas de militantes do PCB.
A repressão alcançou todas as organizações comunistas. Parte delas, como o PCdoB na Guerrilha do Araguaia e grupos saídos do PCB, optou pela luta armada. O PCB, contrário a essa via, foi alvo da Operação Radar em meados dos anos 1970, ofensiva que prendeu e torturou centenas de militantes e fez desaparecer outros. A Comissão Nacional da Verdade registrou mortos e desaparecidos das duas legendas em centros clandestinos de tortura. PCB e PCdoB só voltaram à legalidade em 1985.
Fontes
“No local, pelo menos 22 militantes do PCdoB e dois camponeses foram mortos. … Já a Casa de Itapevi, na Estrada da Granja, em Itapevi (SP), era utilizada para interrogatório e detenção de militantes que foram presos na Operação Radar, uma ofensiva das Forças Armadas contra o Partido Comunista Brasileiro (PCB). O relatório apontou que pelo menos oito pessoas desapareceram no local, todas ligadas ao PCB.”trechos sobre a Casa Azul (Marabá) e a Casa de Itapevi
“PCB e PCdoB saem da clandestinidade e retomam organização em todo o país”subtítulo do card de 10 de maio de 1985