“Nos termos do decreto-lei de maio de 1945, em setembro o PCB requereu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o seu registro, que lhe foi concedido provisoriamente por decisão de 27 de outubro, e definitivamente por decisão de 10 de novembro. Desse modo, o partido voltava a atuar na legalidade, após 18 anos de atuação clandestina. … Nas eleições para a Constituinte, o partido conseguiu o apoio de 9,7% do eleitorado e elegeu 14 deputados e um senador, Luís Carlos Prestes.”seção sobre a redemocratização de 1945
PCB volta à legalidade
O PCB obtém registro no TSE e volta à legalidade. Nas eleições para a Assembleia Constituinte, elege Luís Carlos Prestes senador e 14 deputados federais.
Com o fim do Estado Novo, o PCB pediu registro ao Tribunal Superior Eleitoral em setembro de 1945. Recebeu o registro provisório em 27 de outubro e o definitivo em 10 de novembro, depois de 18 anos de clandestinidade. Prestes, que estava preso, havia sido libertado pela anistia de 18 de abril de 1945.
Nas eleições de 1945, o partido teve cerca de 10% dos votos. Elegeu Prestes senador pelo então Distrito Federal, o mais votado da cidade, e 14 deputados à Assembleia Constituinte, entre eles Carlos Marighella, Gregório Bezerra e o escritor Jorge Amado. Nas eleições estaduais de 1947, o partido elegeria ainda 46 deputados nas assembleias legislativas.
Fontes
“O PCB é a grande surpresa: elege 14 deputados federais, o candidato a senador Luís Carlos Prestes (PCB-DF) e seu respectivo suplente Abel de Abreu Chermont (PA).”cronologia, eleições de 1945
“Após a Segunda Guerra Mundial, com a redemocratização, o partido saiu da clandestinidade por um curto período. … Para a Constituinte de 1946, Prestes é eleito senador e o partido ainda consegue 14 cadeiras na Câmara dos Deputados.”corpo do texto
“Luís Carlos Prestes foi eleito senador da República em 1945, com a maior votação proporcional da história política brasileira até aquela época.”reportagem, primeiro trecho do repórter